A Província de Sergipe foi consolidada em 24.10.1824, sendo formado o Conselho de Governo subordinado ao Presidente da Província, o qual substituiu as Juntas Provisórias e era composto de 6 membros efetivos
Os Conselhos funcionaram com certa regularidade até 1834, quando pela lei nº. 16, de 12 de agosto de 1834, foram substituídos pelas Assembléias Legislativas Provinciais.
A primeira Assembléia Provincial foi instalada em 1835, tendo como Presidente o Cônego Antônio Fernandes da Silveira sendo seguidamente reeleito até 1841.
A campanha abolicionista e a propaganda republicana ecoaram em Sergipe. Os Deputados tomaram partido e participaram ativamente das discussões que mudaram o rumo da história brasileira.
Com a Proclamação da República
em 1889 os Estados assumiram a autonomia de ser uma Unidade Federada, reorganizando
a sua vida política e administrativa, sendo convocada a Assembléia
Legislativa para estabelecer as regras jurídicas do novo Estado. Trabalho
que coroou diversas lutas sergipanas, como a da questão dos limites
com os Estados da Bahia e de Alagoas e que representou o descortinar de uma nova era para as gerações de sergipanos.
Algumas questões fundamentais passaram pelo debate histórico de Conselheiros e Deputados sergipanos, como a transferência da capital. No dia 21 de fevereiro de 1855, o Presidente da Província Inácio Joaquim Barbosa convocou os Deputados para uma reunião que veio a acontecer quatro dias depois. Os Deputados, sensibilizados pelo Presidente, resolveram mudar a Capital e no dia 17 de março de 1855 decretaram a transferência. Conforme o Art. 3º
da Resolução de nº. 413, assinada por Inácio Barbosa:
"As reuniões da Assembléia Legislativa Provincial celebrar-se-ão
desde já e d’ora em diante na mesma Cidade de Aracaju".
A reação sancristovense não desfez o ato da Assembléia.
O Presidente da Província morreu logo em seguida, vitimado pelas chamadas
febres de Aracaju. Mas a mudança da capital determinou em vertiginoso
crescimento da nova cidade, planejada pela visão urbanística
do Capitão de Engenheiros Basílio Pirro, tendo como peão
de ordenamento a praça do Palácio, onde foi construído
o edifício da Assembléia no terreno anteriormente destinado
à construção da Igreja Matriz, dedicada a Nossa
Senhora da Conceição.
Quando instalou-se a Assembléia
Legislativa Provincial, a Província contava já com uma população
de 176 mil habitantes, sendo 135 mil livres e 41 mil escravos. A província
tinha 4 Comarcas: São Cristóvão, Santo Amaro do Maroim,
Estância e Vila Nova do Rio São Francisco.
Em 1840, o professor e poeta
Manoel Joaquim de Oliveira Campos, mestre de Tobias Barreto, autor da
letra do Hino de Sergipe, recebe o privilégio, votado na Assembléia,
para impressão de um Compêndio de Gramática da Língua
Nacional, compreendendo Aritmética e Geometria.
A Assembléia votou, em 22.06.1858,
licença para que o jovem professor de Latim Tobias Barreto de
Menezes pudesse estudar direito, em Recife.
Em 1860, continuando os interesses culturais,
a Assembléia aprovou um prêmio de $ 4.000.000 a quem, no prazo
de 10 anos, apresentasse a mais completa História de Sergipe. Coube
a Felisbelo Freire, primeiro Governador do Estado e grande propagandista da
República, escrever a mais completa História de Sergipe, publicada
no Rio de Janeiro em 1891.
Ainda em 1860 a preocupação
era com a indústria do sal que se constituiu, mais tarde, numa das
mais notáveis atividade sergipanas. No mesmo ano, visando incrementar
e modernizar as atividades ligadas ao plantio da cana e fabrico do açúcar,
a Assembléia criou privilégios para a instalação
em Sergipe de uma fundição. Em 1880, o interesse era o da instalação
de uma fábrica de tecidos, o que se concretizou em 1882, com a fundação
da Fábrica Sergipe Industrial, que começou a operar em Aracaju
em 1884.
Como a evolução política do Estado e conseqüentemente com o crescimento
das Cidades sedes regionais, Aracaju teve destaque e um crescimento
acelerado, originando com isso a construção de diversos
e modernos prédios, foi então que o Presidente da Mesa
Diretora do 2º Biênio da 10ª Legislatura (15/02/1985
a 14/02/1987) o Deputado Francisco Passos que fez gestão junto
ao Governo Estadual o então Engenheiro João Alves Filho
e em conjunto construíram e inauguraram em 09 de maio de 1987
(já na Gestão de Guido Azevedo) o atual prédio
o qual foi denominado “Palácio Governador João Alves
Filho”, onde funciona hoje a Assembléia Legislativa do
Estado.
Ao longo da história
muitos foram os assuntos e debates que ocuparam os Conselheiros e Deputados,
como as Constituintes que resultaram em quatro Constituições
Republicanas: em 1892, 1935, 1947 e 1989, essa ultima já na nova sede.
A última Assembléia
Constituinte, instalada em 13 de outubro de 1988, foi presidida pelo Deputado
Guido Azevedo, tendo como Relator Geral o Deputado Nicodemos Falcão.
A atual Constituição foi promulgada em 5 de outubro de 1989.
De lá para cá, diversos fatos nacionais e Estaduais foram discutidos e vivenciados pelos Parlamentares dessa CASA a exemplo das Diretas Já, o acompanhamento do triste fim
de uma esperança nacional, o Presidente Tancredo Neves, o impeachement
do Presidente Fernando Collor de Melo, discussões acirradas sobre o
modelo econômico que deveria frear em definitivo o processo inflacionário
que assolava o país e a instalação de uma ordem política
no poder central agora comandado por partido historicamente da Esquerda.
Fazendo parte da História Recente nesse Novo Plenário, ocorreu
um fato inédito e marcante, quando em Sessão Especial do dia 26/05/2003, foi cassado
o Mandato do Deputado Estadual Antônio Francisco Garcez Sobral
(sem partido), por 23 (vinte e três) votos a 0 (zero) por Ato
Incompatível com o Decoro Parlamentar.
Alguns feitos na 15ª Legislatura foram muito importantes e merecem destaque, dentre eles: a criação
da TV Assembléia - TV ALESE, com transmisão ao vivo
de todas as sessões pela NET; a criação da Escola
do Legislativo "Deputado João de Seixas Dória"
através de resolução nº 22/2003, funcionando
no Palácio Fausto Cardoso; criação do Memorial
da Assembléia denominado "Memorial Deputada Quintina Diniz"
- primeira parlamentar sergipana - e inauguração do
Auditório "Deputado Francisco Passos" com capacidade
para 150 pessoas, no Palácio Fausto Cardoso.


Iniciamos o ano de 2005 com mais um grande marco na História desta Assembléia
Legislativa, com a reeleição da Mesa Diretora, fato
este só ocorrido no ano de 1947 na 1ª Legislatura, nos
biênios de 1947 a 1948 e 1949 a 1950, tendo como Presidente
o Deputado Edelzio Vieira.